O melhor caminho à frente

Postado em 19/jun/2017

Não tem outro jeito: para o Brasil voltar a crescer será preciso destravar os investimentos. Em meio à crise que já ganhou o título de maior da história, sobraram poucas alternativas. O gover­no não tem espaço para expandir o or­çamento — ao contrário, precisa redu­zir o gasto para retomar a confiança em sua solvência. Com o desemprego em alta, as famílias estão consumindo me­nos. Já as exportações esbarram na indústria fragilizada e no problema histórico de o país ser fechado para o comércio mundial. E, neste momento em que se tornam tão importantes, os investimentos estão emperrados. Da­dos da consultoria GO Associados mos­tram que, em 2017, a formação bruta de capital fixo (uma medida da compra de equipamentos e gastos na construção civil) deve cair 0,6%, a quarta queda consecutiva. “A crise recente é a mais profunda e será...

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Aportes em saneamento básico caem nas três esferas de governo do País

Postado em 9/jun/2017

São Paulo – Para universalizar o acesso da população ao saneamento básico, o Brasil teria que investir cerca de R$ 5 bilhões a mais do que aporta hoje no setor. Porém, na contramão deste processo, as despesas públicas com a área estão recuando. Somente nas 27 capitais brasileiras, os gastos totais com o saneamento básico caíram 18%, em termos reais (descontada a inflação), no acumulado dos últimos 12 meses até o mês de abril deste ano, somando recursos no valor de R$ 3,342 bilhões. No fechamento anual, os dispêndios no setor estão diminuindo há dois anos. Em 2016, por exemplo, estes tiveram queda de 9,4% na comparação com 2015, para R$ 3,838 bilhões, enquanto no ano imediatamente anterior, esta retração chegou a ser de 10,5%, a R$ 4,233 bilhões. Já as despesas dos governos estaduais com o saneamento caíram 30,3% no acumulado em 12 meses até...

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Novo estudo mostra que água perdida nos sistemas de distribuição agravam as crises hídricas e poderiam abastecer milhões de pessoas

Postado em 7/jun/2017

* Publicado pelo Instituto Trata Brasil A região Sudeste acaba de passar por sua pior crise hídrica da história e é com base nesse recente cenário que o Movimento “Menos Perdas, Mais Água”, da Rede Brasil do Pacto Global e o Instituto Trata Brasil, em parceria com a Braskem e Sanasa, divulga o estudo “Perdas de água nos sistemas de distribuição como agravante à vulnerabilidade das bacias hidrográficas – o caso das bacias PCJ”. A escolha das bacias PCJ como objeto do estudo se deu devido à importância econômica da região, que responde por cerca de 7-8% do PIB nacional, mas também pelo alto grau de capacidade técnica e de gestão de seus municípios, do Consórcio e da Agência Reguladora local. Nesta página é possível ter acesso à versão executiva do estudo e o press release do material. Os...

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Perda de operadoras com desperdício é de R$ 8 bi

Postado em 1/jun/2017

Adotar novas tecnologias para a redução de perdas na distribuição de água tem sido prioridade crescente para as empresas públicas e privadas de saneamento no Brasil. Em torno de 37% da água tratada se perdem por motivos diversos que incluem vazamentos, ligações clandestinas, ausência de medição e medições incorretas, segundo o Ministério das Cidades. Esse desperdício equivale a R$ 8 bilhões a menos na receita anual das operadoras, estima o Instituto Trata Brasil. As iniciativas para enfrentar o problema abrangem desde inovações de ponta como softwares de inteligência artificial e centros informatizados de controle até ações mais simples como atualização cadastral e atendimento setorizado. A falta de regulação padronizada e de tratamento isonômico entre as operadoras levou a um descompasso na adoção de tecnologias para o controle de perdas, avalia o presidente do Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de...

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Carências do mercado atraem novatas estrangeiras

Postado em 1/jun/2017

A Operação Lava ­Jato, a desvalorização do câmbio e as carências no setor de saneamento atraem novos grupos para investir em concessões, Parcerias Público­ Privadas (PPPs) e contratos de desempenho. No fim de abril, o fundo de investimento canadense Brookfield anunciou a aquisição de 70% da Odebrecht Ambiental por US$ 908 milhões, trazendo o grupo japonês Sumitomo como coinvestidor de 14% da fatia, com investimento estimado em US$ 250 milhões. Os 30% restantes continuam nas mãos do FI­FGTS. No fim de 2015, a Itochu adquiriu 49% da participação da Queiroz Galvão na Águas do Brasil. Outros três grupos nipônicos (Mitsui, Mitsubishi e Marubeni, este último já tem parcerias na área no país, estão de olho em negócios. “As cinco grandes tradings japonesas querem aumentar presença no Brasil”, afirma um advogado. O índice de perdas e eficiência na rede no...

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Com ou sem Temer, PPI de saneamento básico avançará, diz setor

Postado em 25/maio/2017

Os projetos de concessões na área de saneamento, que fazem parte do PPI (Programa de Parceria de Investimentos), deverão avançar com ou sem o presidente Temer, segundo companhias públicas e privadas do setor. A criação de um núcleo específico para o tema dentro do BNDES, em 2016, deverá garantir a continuidade. “É o grande benefício de haver um grupo técnico independente”, afirma Hamilton Amadeo, presidente da Aegea, uma das maiores concessionárias privadas do país. Aderiram ao programa 17 Estados —em 12 deles, foram abertos pregões para contratar os estudos de viabilidade, que serão a base de futuros editais. A previsão de entrega é o início de 2018. “Estamos em fase de modelagem, é um momento em que a instabilidade é aceitável”, diz Roberto Tavares, presidente da Aesbe, que reúne concessionárias públicas. Um possível impacto da crise seria a não...

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