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    05/02/2018

    Niterói receberá selo de reconhecimento pela performance no ranking da universalização do saneamento

    Estação de Tratamento de Esgoto de Jurujuba é responsável por melhor balneabilidade na enseada do bairro

    Foto: Luciana Carneiro/Prefeitura de Niterói

    Niterói será um dos 14 municípios brasileiros – sendo o único de todo o Estado do Rio de Janeiro e o 10º colocado no cenário nacional – a receber o selo de reconhecimento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) por atingir o grupo de melhor performance no ranking de universalização do saneamento que a entidade lançou em 2017. A premiação ocorre durante o Simpósio ABES de Universalização do Saneamento, em São Paulo, nesta segunda-feira, e leva em conta um total de 231 municípios com mais de 100 mil habitantes de todo o Brasil.

    O levantamento avalia a situação do saneamento em relação à universalização no Brasil, por meio de indicadores de abastecimento de água, tratamento de esgoto, coleta e destinação de resíduos sólidos, correlacionando os resultados às DRSAI (Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado) de cada município.

    Para o prefeito Rodrigo Neves, tal reconhecimento é reflexo do plano de metas e da parceria com a concessionária Águas de Niterói.

    “Com o expressivo aporte de recursos orientados pela prefeitura, Niterói chegará ao topo do ranking de saneamento ambiental do país. Isso é importante para a qualidade de vida das pessoas e para o desenvolvimento mais sustentável de nossa cidade”.

    Segundo Nelson Gomes, superintendente da Águas de Niterói, 100% da população niteroiense já é abastecida com água tratada.

    “Já atingimos a universalização em relação ao abastecimento de água tratada. Em relação à coleta e ao tratamento de esgoto, a Águas de Niterói já alcançou o índice de 93%. Os elevados investimentos e a construção de oito Estações de Tratamento de Esgoto, além de toda infraestrutura de coleta, possibilitaram que Niterói alcançasse esses indicadores”, detalhou.

    Água – Para atingir a meta de 100% de fornecimento de água tratada aos domicílios da cidade, foram trocadas tubulações e ampliados reservatórios de distribuição, aumentando o volume e a frequência de abastecimento.

    Foram substituídas tubulações em São Francisco, Charitas, Jurujuba e Cachoeira, e ampliados os reservatórios de distribuição em Pendotiba e Itaipu, além de interligação do Barreto ao sistema da rede. Outro ponto de atenção foi o combate às fraudes, regularizando as ligações clandestinas, intesificando a fiscalização nos vazamentos.

    Nos últimos anos, foram inauguradas e/ou ampliadas as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) de Maria Paula, Itaipu, Jurujuba e Camboinhas. Para 2018, está prevista a entrega da ETE do Sapê e o início das obras no Badu.

    Iniciativa privada – Apesar de atender apenas 6% do mercado (322 municípios), a iniciativa privada é responsável por 20% do investimento anual em saneamento no país. Os investimentos comprometidos pelas concessões privadas no setor somam R$ 34,8 bilhões, dos quais R$ 12,7 bilhões devem ser aplicados até 2020. Para Santiago Crespo, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), as parcerias público-privadas (PPPs) são essenciais para o desenvolvimento do setor no país.

    “A cada um R$ 1 investido em saneamento, são R$ 4 poupados com saúde pública. Dos cerca de 5.500 municípios do Brasil, o saneamento é realizado 70% pelos Estados e 26% pelos Municípios”, detalhou.

    Brasil –  Além de Niterói, outros seis dos 15 municípios com o selo contam com parcerias privadas, como as cidades paulistas de Araçatuba, Limeira, Votorantim, Jundiaí, Piracicaba e São José dos Campos. As demais sete cidades são Araraquara, Birigui, Curitiba, Franca, Maringá, Santos e Taubaté.

    Do total de cidades incluídas no estudo, 176 (76%) ainda se encontram no grupo “primeiros passos para a universalização” e outras 41 na categoria de “compromisso pela universalização”. Segundo os números do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), apenas 42,67% do esgoto gerado no Brasil é tratado.

    Fonte: O Fluminense

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