Parceria na produção de água

Postado em 1/jul/2014

Giuliano Dragone* A região metropolitana de São Paulo ainda sofre com a ameaça de racionamento de água. O sistema Cantareira, que abastece metade da população na Grande São Paulo, chegou a atingir, no início deste mês, a histórica marca negativa de apenas 15% de sua capacidade. A situação só não se agravou ainda mais porque a Sabesp passou a utilizar parte da água dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê para compensar a queda na produção no Cantareira. Como representante da iniciativa privada no saneamento, fico feliz ao saber que uma PPP, a primeira realizada pela Sabesp, permitiu à concessionária pública buscar alternativas para não penalizar a população com a falta d´água. Esta PPP, firmada em 2008, permitiu que a água potável produzida pelo Alto Tietê passasse de 10 m3 para 15 m3 por segundo, expandindo o atendimento para 5...

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Hora de investir na redução das perdas de água

Postado em 28/fev/2014

Giuliano Dragone* Este verão de 2014 tem sido o mais quente dos últimos anos no estado de São Paulo. O calor intenso, aliado às raras chuvas, provocou o racionamento e o rodízio em muitas áreas que nunca antes haviam sofrido  com o desabastecimento. Por mais que as condições climáticas tenham sido severas neste início de ano, é evidente que a falta d´água não é um problema pontual. O risco de voltarmos a ter um período de seca é iminente. Pior, o consumo aumenta e as precipitações pluviométricas ficam a cada ano abaixo do esperado; dessa forma, a situação tende a deixar de ser esporádica para se tornar uma realidade. Urge, portanto, tomar medidas que venham combater essa escassez. Para solucionar de fato o problema, além de investir em Educação Ambiental (fomentar programas de uso racional da água) e despoluir...

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O mapa de onde o saneamento já “destravou”

Postado em 16/jan/2014

Paulo Roberto de Oliveira*   Como representante das empresas que atuam nos serviços de saneamento no Brasil, a ABCON tem acompanhado com grande interesse a discussão, suscitada pelo Governo Federal, em torno de um novo modelo para garantir os investimentos necessários à universalização de água e esgoto tratados no país. Mais do que isso, colocamo-nos à disposição para fazer parte efetiva da solução para um cenário desolador, em que um a cada dois brasileiros não possui coleta de esgoto, e do esgoto gerado apenas 37,9% recebe algum tipo de tratamento. A fatura para tirar esse atraso no saneamento é alta: cerca de R$ 304 bilhões, segundo análise atualizada do Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico). E esse volume cresce a cada dia, uma vez que os investimentos no setor continuam “travados”, conforme a percepção geral. É consenso entre os...

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Patrimônio ralo abaixo

Postado em 16/jan/2014

 Giuliano Dragone*  A água é o mais importante dos patrimônios naturais que o homem possui e deve preservar, mas nós, no Brasil, que temos 12% dos recursos hídricos mundiais à disposição, não estamos fazendo nossa parte. Empresas de saneamento que atuam no país perdem cerca de 40% de seu faturamento com a fuga de capital provocada por diversos motivos, não apenas vazamentos, mas também ligações clandestinas, falta de medição ou medição incorreta do consumo. Pelo menos 40% dos municípios estão acima dessa média nacional, muito superior a de países como a Alemanha, que possui índice de perdas em torno de 7%, Japão ou Estados Unidos (ambos com 10%). Na Amazônia, que concentra 70% de nossas águas, a perda média supera os 60% na maior parte dos municípios. Há muita água, mas ela não chega até as torneiras da população....

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