Concessionárias privadas de saneamento investem em gestão e ampliação de usuários

Concessionárias privadas de saneamento investem em gestão e ampliação de usuários

Ritmo de novas ligações de água e esgoto no segmento
está acima da média nacional, segundo levantamento do SINDCON

Em 2014, último ano em que foi possível fazer o comparativo com o SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), a iniciativa privada foi responsável por 10% das novas ligações de água no país. Entre as novas ligações de esgoto, a participação do segmento chegou a 12%.

Em média, as ligações cresceram 4,7% (água) e 9,7% (esgoto) entre as concessionárias privadas, enquanto o Brasil como um todo registrou um acréscimo de 2,4% (água) e 5,3% (esgoto) em novas ligações.

Os números fazem parte da compilação de dados que integra o Panorama da Participação Privada no Saneamento, anuário recentemente publicado pelo SINDCON (Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), com a ABCON (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto).

Com mais ligações, mais água disponível e mais usuários. Para o presidente do SINDCON, Alexandre Ferreira Lopes, o bom desempenho das concessionárias privadas de saneamento é justificado à medida que essas empresas são fortemente controladas por entes reguladores e pela sociedade. “Os investimentos previstos em contrato precisam ser aplicados rigorosamente de acordo com os cronogramas estabelecidos, muitas vezes sob pena de multa ou suspensão da concessão, caso a empresa não consiga cumprir o que foi planejado”, lembra Alexandre.

Além disso, as empresas privadas investem em uma gestão eficiente para melhorar o serviço e ampliar, por exemplo, a disponibilidade de água, o que muitas vezes acontece sem que seja necessário recorrer a novos mananciais de água. “Em alguns casos, o próprio tratamento do esgoto que não era nem mesmo coletado já permite que não seja preciso encontrar novas fontes de abastecimento”, explica o presidente do SINDCON.

Outro recurso é a redução de perdas físicas de água no sistema, que, no Brasil, giram em média em torno de 37%. Entre as concessões privadas, a redução de perdas é uma das primeiras medidas adotadas pela gestão comercial. Há cidades com concessões maduras, como Niterói e Limeira, em que a eficiência operacional é comparável à dos Estados Unidos, onde se atinge uma perda de somente 13% da água tratada.

Alexandre Lopes lembra que, apesar de atender direta ou indiretamente apenas 15% da população e tendo apenas 6,5% do faturamento, a iniciativa privada já é responsável por 20% dos investimentos/ano no saneamento. Em 2014, as concessionárias privadas investiram R$ 2,5 bilhões, enquanto o investimento total do setor foi de R$ 12,2 bilhões, de acordo com o SNIS.

O investimento total contratado por operações privadas no saneamento é de R$ 33,18 bilhões, dos quais R$ 12,57 bilhões estão previstos para serem aplicados entre 2015 e 2019.

“Com a devida regulação e estímulo aos diversos modelos de parcerias dos serviços à iniciativa privada, acreditamos que será possível dobrar esses números nos próximos 20 anos”, completa o presidente do SINDCON.

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Nelson Lourenço
Em Foco Assessoria de Comunicação
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