ÁREA DO ASSOCIADO

  • Login
  • Presença estatal inibe investimentos em saneamento

    12/03/2018

    A participação dominante do poder público nos investimentos de saneamento pode  atrasar o cumprimento da meta Plano Nacional de Saneamento Básico, segundo a consultoria LEK.

    Na área de infraestrutura geral, que inclui portos, estradas e telecomunicações, entre outros, o Estado é responsável por cerca de 30% dos aportes. No setor de água e esgoto, essa participação chega a 80%.

    “O perfil é completamente oposto ao dos demais investimentos. Há recursos estrangeiros disponíveis para financiar a iniciativa privada do segmento que estão parados”, afirma Paulo Vandor, sócio.

    O objetivo do governo é universalizar os serviços de água e esgoto até 2033.

    “Nas condições atuais, acho difícil a meta ser atingida”, diz Alexandre Lopes, presidente do Sindcon (sindicato patronal do setor).

    “A iniciativa privada está presente em apenas 5% dos municípios, mas foi responsável por cerca de 20% do total investido em saneamento em 2015” afirma Lopes.

    Apenas 1,5% do PIB foi investido em infraestrutura em 2017. “O valor está bem abaixo dos da faixa recomendada de 4%. E  menos de 10% desse total foi destinado ao setor”, afirma Vandor.

    Compartilhe:
    Translate »