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  • Um a cada três municípios relata ocorrência de epidemias ou endemias provocadas pela falta de saneamento básico, diz pesquisa do IBGE

    21/09/2018

    Dengue, diarreias e verminoses estão entre as principais doenças citadas pelas prefeituras em todo o país

    Para a ABCON, aprovação da MP 844, a MP do Saneamento, será fundamental para reduzir o déficit dos serviços de água e esgoto no país e melhorar os índices de saúde pública

    Levantamento divulgado hoje (19.09) pelo IBGE revela que 1933 municípios (34,7% do total) tiveram ocorrência de epidemias ou endemias provocadas pela falta de saneamento básico no ano passado.

    O IBGE investigou, junto às prefeituras, a ocorrência de endemias ou epidemias associadas ao saneamento básico em 2017, considerando endêmica uma doença que existe, constantemente, em determinado lugar, independentemente do número de indivíduos por ela atacados. Epidêmica, por sua vez, é uma doença que surge, rapidamente, em um lugar e acomete grande número de pessoas.

    Segundo o IBGE, a doença mais citada pelas prefeituras foi a dengue. Em 2017, 1501 municípios (26,9% do total) reportaram ocorrência de endemias ou epidemias de dengue. A dengue, assim como a zika e a chikungunya, cujos primeiros casos surgiram no Brasil em 2015 e 2014, respectivamente, são transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. Tais doenças estão, portanto, fortemente associadas aos serviços de saneamento.

    Outras doenças com grande incidência, provocadas pela falta de saneamento, foram a diarreia (23,1%) e verminoses (17,2%).

    Para a ABCON (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), os números do IBGE confirmam que os investimentos em saneamento são prioritários e não podem esperar mais para serem incrementados.

    A entidade defende que a MP 844, a MP do Saneamento, que está em discussão no Congresso Nacional para aprovação até novembro, é uma janela de oportunidade para novos investimentos que não pode ser desperdiçada. “O que está em discussão em Brasília é o futuro de milhões de brasileiros que estão sem tratamento de esgoto. A MP 844 mobiliza correntes que defendem, de um lado, a busca de mais investimentos para a universalização de serviços no setor, e de outro, a manutenção de um modelo corporativista que claramente não conseguiu atender às demandas de saneamento no país”, afirma Percy Soares Neto, diretor de relações institucionais da ABCON.

    A MP 844, ou MP do Saneamento, atualiza o marco regulatório do saneamento, criando condições para que o Brasil supere a insegurança jurídica que impede uma maior presença da iniciativa privada no setor, o que deve ampliar consideravelmente os investimentos para a universalização dos serviços.

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