ÁREA DO ASSOCIADO

  • Login
  • 4,6 milhões não têm acesso a esgoto em SP

    25/10/2019

    Na capital paulista, persistem falta de água tratada e saneamento básico 

    No estado de São Paulo, cerca de 4,6 milhões de pessoas não têm acesso ao sistema de esgoto, o equivalente a duas vezes a população de Sergipe, segundo dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento). Aproximadamente 1,7 milhão não recebe água tratada.

    Na Chácara Três Meninas (zona leste), 2.000 famílias estão cercadas pelo esgoto, que escorre em meio a barracos rumo ao rio Tietê. Eventualmente, essa água fétida cruza com um sistema improvisado de mangueiras azuis responsável por levar a água usada pelos moradores para beber e tornar banho. “Essa água que a gente toma está contaminada. Tem até fezes”, diz Maria Auxiliadora Silva, 58 anos. Vazamentos visíveis aumentam o risco de as partículas serem sugadas pela mangueira e consumidas pela vizinhança.

    As condições precárias de saneamento, porém, não são o que mais amedronta os moradores do bairro. E o rio, que rapidamente pode levar tudo que eles têm e trazer coisas indesejáveis.

    A Chácara Três Meninas enfrentou longas enchentes em que os moradores passaram quase um mês alojados em escolas próximas. Flávia era menina, mas seu receio persiste.

    Segundo IBGE, 674 mil pessoas na capital vivem em áreas de risco que incluem enchentes. Na região da Chácara Três Meninas, a Vila Itaim sofreu com um alagamento prolongado neste ano. “Todo mundo ficou com diarreia uns quatro dias. Achei até um bicho aqui em casa”, diz a cabeleireira Luciana Medega, 40.

    RESPOSTA
    A Sabesp, empresa controlada pela gestão João Doria (PSDB), atende cerca de 60% da população. Nas cidades
    servidas por ela, o índice de esgoto tratado é de 76%. A empresa afirma que tem atuado com o Ministério Público para ao menos levar água aos pontos excluídos do saneamento, com uma tarifa menor.

    Fonte: Jornal Agora São Paulo, com dados da Folha de S. Paulo

    Compartilhe:
    Translate »