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  • Álvaro Dias pede competição entre área pública e privada no saneamento

    28/05/2018

    BRASÍLIA – O senador Álvaro Dias (Pode-PR), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira que setores estratégicos da economia não devem ser totalmente privatizados e que o saneamento básico é um deles. Ele defendeu, contudo, que com as dificuldades financeiras do país, “há de se admitir competição do setor público com o setor privado”.

    “Podemos estabelecer a competição para que o setor privado possa investir nessa área do saneamento, buscando a solução que o Estado não encontra, onde o Estado se considera impotente. Temos que buscar alternativas e certamente a participação do setor privado é importante e eficiente”, disse, ao participar da XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios.

    Álvaro Dias destacou dois projetos de sua autoria que viraram lei: um, para facilitar a liberação de verbas do Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – para os Estados e municípios; e outra, para a criação da taxa de iluminação pública. O presidenciável disse que lamenta não ter conseguido aprovar outra proposta, para impedir “que o governo da União faça bondade com o chapéu dos municípios”, com desonerações de impostos compartilhados.

    O senador criticou as desonerações do governo Dilma, disse que precisam ser revistas e prometeu que, se eleito, criará um conselho consultivo com dez prefeitos, escolhidos pelas administrações municipais, para ouvir uma vez por mês sobre as ações do governo federal, e aumentará o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 1 ponto percentual.

    O pré-candidato foi mais aplaudido, contudo, ao defender o rompimento com o atual sistema político e a adoção de novas práticas no país. “Esse sistema é corrupto, ele fracassou. Tem que ser substituído. O Brasil não está dividido entre esquerda e direita. Está dividido entre os honestos e os ladrões da República, que assaltaram o país”, afirmou.

    Fonte: Valor Econômico 

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