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  • Brasil irá completar 1,5 milhão de piscinas olímpicas de esgoto despejado sem tratamento

    23/09/2019

    Segundo dados do SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério do Desenvolvimento Regional, o Brasil trata apenas 26% do esgoto em relação ao total de água produzida e disponível para consumo.

    O resultado é que toneladas de esgoto são despejadas diariamente sem tratamento na natureza. O esgotômetro idealizado para marcar o volume desse material pela ABCON, entidade das concessionárias privadas de saneamento – em parceria com o Trata Brasil, está próximo de atingir 1,5 milhão de piscinas olímpicas de esgoto vertidas em rios e mananciais, apenas neste ano.

    A expectativa é que o volume total de esgoto jogado sem tratamento na natureza supere os 2 milhões de piscinas olímpicas até o final do ano.

    A única alternativa para evitar esse quadro catastrófico é tornar mais competitiva e eficiente a operação das concessões de água e esgoto no Brasil, hoje concentrada nas mãos das companhias estaduais de saneamento, que operam em mais de 70% dos municípios. Muitas dessas empresas não possuem recursos para investir, diante da crise fiscal, e chegam a ter perdas de 70% da água produzida. As regiões Norte e Nordeste são as mais afetadas pela falta de saneamento.

    “Precisamos aprovar um novo marco legal para o saneamento, que traga mais segurança jurídica e atraia mais investimentos da iniciativa privada. É necessário mais competição no setor, para que a prestação do serviço de saneamento para a população seja mais eficiente. O tema é urgente”, afirma Percy Soares Neto, diretor-executivo da ABCON, lembrando que o assunto está sendo analisado por meio de projeto de lei na Câmara, após a provação do texto do PL 3261, do senador Tasso Jereissati.

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