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  • Com investimento de r$ 1,8 mi, Sesamm irá tratar esgoto de Mogi com energia solar

    16/01/2019

    Com um investimento da ordem de R$ 1,8 milhão, a Serviço de Saneamento de Mogi Mirim (Sesamm), empresa do grupo GS Inima Brasil, está prestes a se tornar a primeira do setor de saneamento em todo o país a utilizar energia fotovoltaica, no caso, energia solar, em suas operações na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Mogi Mirim. Atualmente, a estação trata 150 litros por segundo do esgoto produzido pelos habitantes da área urbana, o que corresponde a mais de 65% de todo o efluente doméstico da cidade.

    Para isso, uma área de 2,1 mil metros quadrados está sendo coberta com 1.073 placas de geração de energia, espalhadas pelo terreno da ETE, no entorno do prédio administrativo e até servindo como cobertura para os carros dos colaboradores da empresa.

    Assim que estiver em operação, a usina solar produzirá, anualmente, cerca de 606 megawatts, ou seja, mais de 1/3 da eletricidade consumida pela ETE, energia suficiente para abastecer 370 casas. O projeto da usina solar cumpre todas as normas técnicas determinadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e também está em conformidade com as especificações técnicas e normativas da concessionaria de energia elétrica Elektro, responsável pelo fornecimento de energia para o município. A notícia chega após a conquista do prêmio Sustentabilidade Ambiental 2017, pelo projeto de reuso de água.

    O diretor-presidente da Sesamm, o engenheiro Carlos Roberto Ferreira, comemorou a geração de energia limpa e diz que isso vem ao encontro da política da empresa. “Também reflete a sintonia da GS Inima com a agenda mundial de combate às mudanças climáticas e cuidados com o meio ambiente”, destacou. Ferreira também fez questão de lembrar que a busca por energias limpas e renováveis será, a partir de agora, uma meta prioritária para estados, empresas e para toda a sociedade.

    Isso porque, segundo a avaliação do diretor, passa a ser uma luta de todos pela redução dos impactos ambientais e na busca por uma economia de baixo carbono. Ainda de acordo com Ferreira, o consumo de energia elétrica está entre os três maiores insumos necessários para operação dos sistemas de tratamento de efluentes. Por ano, a Sesamm consome cerca de 1,72 megawatts que, dentro em breve, receberá o reforço do sistema fotovoltaico.

    Modernidade

    Ferreira revelou que os módulos fotovoltaicos presentes no parque solar da Sesamm utilizam uma das mais modernas tecnologias existentes no mercado, ou seja, a Perc (Passivated Emitter and Rear Cell/ Emissor Passivo e Célula Traseira), muito mais eficiente do que as placas tradicionais.

    Essa tecnologia é baseada na conversão direta da radiação do sol em eletricidade, sem partes móveis, sem ruídos, com baixa manutenção e rápida instalação, resultando em maior eficiência energética em áreas menores.

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