ÁREA DO ASSOCIADO

  • Conectar-se
  • Com R$ 111 milhões em investimentos, Sumaré completa 5 anos da concessão dos serviços de água e esgoto

    29/06/2020

    Ampliação do sistema de abastecimento de água, redução em perdas e evolução em tratamento de esgoto estão entre as principais conquistas do período

    Nesta quarta-feira, dia 17, o município de Sumaré comemora cinco anos da concessão dos serviços de água e esgoto. Neste período, a BRK Ambiental, empresa responsável pelos serviços, investiu R$ 111 milhões para a ampliação dos sistemas de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto da cidade.

    Dentre as principais conquistas está a redução do índice de perdas de 60% para 38%. Na prática, 6,1 bilhões de litros de água foram preservados desde o início da concessão, sendo que 472 mil foram preservados só entre 2018 e 2019. Com esse volume total é possível abastecer 83 mil pessoas por 1 ano, ou seja, 30% do município de Sumaré.

    Além disso, aproximadamente 22 quilômetros de novas redes e adutoras foram instaladas; a produção de água aumentou de 720 litros por segundo para 1.140 litros por segundo e o índice de tratamento de esgoto avançou de 14% para 30%, o que representa um acréscimo de 125.750 litros no volume de esgoto tratado mensalmente na cidade.

    Para conquistar esses resultados, a concessionária investiu em grandes obras que permitiram, principalmente, a regularidade no abastecimento de água e a melhora na qualidade da água fornecida aos sumareenses.

    Obras concluídas

    Adutora do Picerno: A obra da adutora do Picerno, concluída em dezembro de 2019, teve investimento de R$ 5 milhões. A adutora é responsável por levar água da ETA I, Estação de Tratamento de Água localizada na Vila Menuzzo, para o Centro de Reservação Carlota com o objetivo de garantir o abastecimento e a qualidade de água para os moradores de 13 bairros da região do Picerno, beneficiando 35 mil pessoas.

    A nova adutora tem 3,5 quilômetros de extensão e foi construída com dutos em PVC e ferro fundido de 400 milímetros de diâmetro, contra os atuais 350 milímetros. A adutora antiga, com 3,4 quilômetros de comprimento, foi construída em 1985 em fibrocimento, material inadequado e ultrapassado, que já não é mais usado para esse tipo de sistema. Nos últimos anos, a adutora antiga apresentava rompimentos frequentes em razão do material antigo e, além disso, por ter incrustações em seu interior, impactava na coloração da água – que ganhava tom amarelado, principalmente quando havia interrupções emergenciais ou para manutenções. Com a conclusão da adutora, a concessionária garantiu regularidade no abastecimento de água.

    Adutora do Marcelo: Em março de 2019, foi concluída a obra de implantação da adutora de água bruta que leva água da represa do Marcelo para a ETA I. Com extensão de 1,3km e diâmetro de 400mm, a adutora tem beneficiado 80 mil moradores de 55 bairros da região central da cidade. O investimento nesta obra foi de R$ 1,2 milhão.

    Obras em andamento

    Substituição de redes: Em 2019 foram iniciadas as substituições de redes de água no município e os trabalhos começaram pelo bairro Jardim Dall’orto. No local, seis quilômetros de tubulação serão substituídos até o final deste ano. O trabalho faz parte do plano de troca de redes que também beneficiará outros bairros e regiões nos próximos quatro anos.

    “Sumaré tem 790 quilômetros de redes de água, grande parte delas antigas e de material e diâmetro inadequados. Nossa meta é substituir ao menos 25 quilômetros dessas tubulações e, com isso, melhorar o abastecimento”, explica Fernando Mangabeira, diretor da BRK Ambiental em Sumaré.

    ETA II e Captação Atibaia: A ETA II, Estação de Tratamento de Água no Parque Itália, está sendo ampliada e modernizada. A obra, que já teve um avanço de 77%, foi dividida em três fases: a primeira e a segunda fase já foram concluídas; a terceira fase está em execução. Com investimento de R$ 18 milhões, com a conclusão das fases 1 e 2, a intervenção já beneficia 70% da população de Sumaré.

    “As intervenções na ETA II ocorrem em paralelo com as obras realizadas na Captação do rio Atibaia, tendo em vista que a água captada no rio segue para a estação para tratamento e posterior distribuição para a população. Não faria sentido fazer uma dessas obras somente e, por isso, realizamos as duas em paralelo”, explica o diretor.
    Com as etapas já realizadas nas duas frentes (Captação e Estação de Tratamento) já foi possível ampliar a capacidade de tratamento da ETA II de 600 l/s para 750 l/s. “O objetivo é garantir o abastecimento regular de água à população e permitir o crescimento sustentável do município. Teremos mais oferta de água tratada e de qualidade disponível para a população”, destaca.
    Além disso, está em instalação nesta captação um Sistema de Geração e Dosagem de Hipoclorito, com a função de realizar a pré-cloração da água até a estação de tratamento de água. Esse sistema permite a produção de hipoclorito no próprio local, de maneira automatizada e segura.

    “A cloração a partir da Captação tem o objetivo de garantir a qualidade da água e assegurar a eficiência do processo de desinfecção, ou seja, a ação do hipoclorito será mais efetiva uma vez que contará com o tempo ideal da captação até a ETA II. Será aplicado hipoclorito na água captada já na saída do bombeamento e neste percurso pelas adutoras até a ETA II – cerca de 6 km – haverá o tempo de contato do produto, dentro das adutoras que fazem esse transporte, melhorando o processo de desinfecção.”

    Adutora Bandeirantes-Callegari: Trata-se de uma nova adutora de água tratada em execução e que vai beneficiar 82 mil moradores de 31 bairros das regiões de Área Cura e Nova Veneza. O investimento da concessionária é de R$ 2,6 milhões e a obra foi iniciada em dezembro de 2019.

    Com dois quilômetros de extensão e 300 milímetros de diâmetro, a adutora de PVC será responsável por levar água tratada da Estação de Bombeamento Aclimação, no Jardim Aclimação, até o reservatório Calegari, no Jardim Calegari. “O objetivo é melhorar o nível de armazenamento do reservatório Calegari e, com isso, aumentar a disponibilidade de água para moradores de 31 bairros.”

    Atualmente, o reservatório Calegari recebe água da estação de bombeamento Aclimação por meio de duas adutoras, sendo uma de diâmetro 250mm e outra de diâmetro 300mm. No entanto, a rede 300mm não percorre todo o trecho, indo até a esquina das ruas Eng. Jaime Pinheiro Ulhoa Cintra e Marcos Dutra Pereira, onde ela é interligada com a rede 250mm. A partir desse ponto segue apenas a rede de 250mm até o reservatório Calegari.

    “A adutora Bandeirantes-Calegari irá dar continuidade à rede de 300mm, do ponto onde hoje ela termina até o reservatório Calegari. Isso proporcionará a criação de uma rede de abastecimento dedicada a este reservatório. O sistema de abastecimento ficará mais flexível, haverá ganho de vazão, melhora do nível de reservação e, consequente, aumento da disponibilidade de água”, ressalta o diretor.

    Esgoto

    Em esgotamento sanitário, a concessionária está se preparando para o início da construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Tijuco Preto, que será responsável por tratar o esgoto da bacia de mesmo nome, formada pelas regiões do Matão e Área Cura. Com investimento previsto de R$ 60 milhões, a nova estação vai permitir elevar o índice de tratamento de esgoto do município dos atuais 30% para 65%. As obras de terraplenagem já estão concluídas.

    A Tijuco Preto contará com uma tecnologia inédita na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Ela contará com reatores biológicos, uma tecnologia de tratamento holandesa chamada Nereda®, que apresenta vantagens em relação a outros tipos de tratamento. “Essa tecnologia permite uma área reduzida de implantação, tem baixo consumo energético e redução de geração de odores, além de garantir uma elevada eficiência de tratamento, superior aos sistemas convencionais”, explica Mangabeira.

    Além da ETE Tijuco Preto, também está prevista a implantação de 12 km de coletores para transportar o efluente até essa estação. E há ainda a previsão de construção de outra unidade de tratamento, a ETE Quilombo, com cerca de 40 km de coletores e interceptores de esgoto, para que Sumaré possa alcançar a universalização em esgotamento sanitário, que significa ter 100% de esgoto coletado e tratado.

    Compartilhe: