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    01/07/2014

    concessoes devem injetar r$ 300 bi entre 2015 e 2017

    (Valor Econômico – Brasil – 24/06/2014 )

    O próximo governo deve ser o maior beneficiado com os investimentos decorrentes do programa de concessões no país. Levantamento da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, obtido com exclusividade pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, mostra que o pico dos investimentos em infraestrutura se concentra entre 2015 e 2017, somando R$ 299,2 bilhões. O grosso, conforme os cálculos da secretaria, desses recursos já está contratado e se refere a obras licitadas e algumas poucas que ainda serão. Esse é o caso de rodovias, mas que na avaliação do governo, sairão do papel.

    Em 2011, quando a presidente Dilma Rousseff assumiu o governo, os investimentos oriundos de concessões somavam R$ 54,1 bilhões. Com a decisão de repassar para as mãos da iniciativa privada mais empreendimentos para contornar a falta de recursos públicos, esses desembolsos saltaram para R$ 74 bilhões em 2013. Para este ano, as concessões devem injetar na economia R$ 86,6 bilhões, subindo para R$ 93,3 bilhões em 2015; R$ 102 bilhões em 2016 e R$ 103,9 bilhões em 2017.

    “O levantamento é conservador e mostra que todo esforço que foi feito até agora está resultando em aumento substancial dos investimentos de infraestrutura”, disse o secretário de Acompanhamento Econômico (Seae), Pablo Fonseca. “É uma estimativa de quanto vai ser efetivamente investido em projetos que já estão contratados e alguns que ainda vão ser”, acrescentou. No caso das rodovias, foram incluídos os investimentos como os da BR-060 e BR-163.

    Ele considera a projeção subestimada porque não contempla, apesar de ter participação de recursos federais, investimentos feitos por Estados e municípios com mobilidade urbana e água e saneamento básico, assim como em petróleo e gás. Fonseca explicou que o levantamento inclui todas as concessões em infraestrutura, concentradas em três áreas: logística (rodovias, aeroportos, portos e ferrovias), energia (transmissão e geração) e telecomunicações.

     

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