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  • Lodo e esgoto viram energia no Paraná

    28/02/2018

    CS Bionergia vai processar 300 toneladas/dia de resíduos orgânicos e gerar energia para abastecer 2 mil casas

    O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) concedeu a licença de operação para a CS Bionergia para operar sua usina, retirando três centenas de toneladas diárias de resíduos orgânicos da rota dos lixões. Em vez disso, os materiais recolhidos de shopping centers, restaurantes e outros locais serão a matéria prima para gerar 2,8 megawatts (MW) de energia elétrica e térmica, energia suficiente para atender a demanda de 2 mil casas populares.

    Segundo a companhia, trata-se da primeira usina com tal configuração no Brasil. Sérgio Vidoto, diretor da ?Cattalini Bio Energia, sócia da CS Bioenergia, explica que a tecnologia empregada separa material fibroso (inorgânico) do orgânico, sendo esse último bombeado para os tanques de biodigestão e misturado com 1000 m3 de lodo de esgoto. A massa orgânica é o alimento para as bactérias contidas no lodo de esgoto.

    “O lodo de esgoto com adição dos resíduos orgânicos é a perfeita combinação para geração do biogás de altíssima qualidade”, argumenta Vidoto. De acordo com ele, os tanques têm capacidade de 5000 m3 cada e são totalmente vedados, aquecidos e dispõem de vários agitadores para fins de homogeneização. Toda a biomassa é degradada por micro-organismos em um processo anaeróbio e produz biogás de altíssima qualidade.

    O funcionamento é garantido pelo processo automatizado, a planta é monitorada 24 horas por dia, 365 dias por ano. A boa condição de funcionamento possibilita a geração de 12 milhões de metros cúbicos de biogás, que serão convertidos em 22.400 MW de energia elétrica.

    A usina tem ainda como subproduto um biofertilizante inodoro, que contém nutrientes importantes para aplicação na agricultura, completando o ciclo de aproveitamento de todo material orgânico. O material inorgânico também é aproveitado. O sistema integrado corta as embalagens, lava e separa. Esse material inorgânico é usado como matéria-prima para produção de sacolas plásticas, fechando o ciclo dos resíduos e atuando diretamente na economia circular.

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