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  • Nova pesquisa do IBGE reforça relação entre saúde e saneamento básico

    20/09/2018

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em 19/09/18, os dados coletados pela Pesquisa de Informações Básicas Municipais – Munic, que nesta edição abordou os principais aspectos da gestão do saneamento básico nas 5.570 cidades do País. Segundo o levantamento, apenas 41,5% dos municípios brasileiros dispunham de um Plano Nacional de Saneamento Básico em 2017, e 38,2% tinham uma Política Municipal de Saneamento Básico.

    O resultado da falta de planejamento se reflete na saúde: um em cada três municípios relata a ocorrência de epidemias ou endemias provocadas pela falta de saneamento básico.  Segundo o IBGE, a doença mais citada pelas prefeituras foi a dengue. Em 2017, 1501 municípios (26,9% do total) reportaram ocorrência de endemias ou epidemias de dengue. Outras doenças com grande incidência, provocadas pela falta de saneamento, foram a diarreia (23,1%) e verminoses (17,2%). Esse dado vai ao encontro de outros estudos do setor. Segundo o Instituto Trata Brasil, cada R$ 1 investido em Saneamento gera uma economia de R$ 4 com gastos na área da saúde no Brasil.

    Sumaré

    “Essa pesquisa demonstra a importância de as cidades planejarem suas ações em busca da universalização do sistema”, afirma o gerente de operações da unidade da BRK em Sumaré, Cleber Salvi.

    Em Sumaré, a BRK Ambiental assumiu os serviços de água e esgoto em 2015. Durante esse período, a empresa já investiu R$ 26 milhões, que permitiram a evolução dos serviços. A produção de água saltou de 720 litros por segundo para 1.000 litros por segundo, reduzindo a dependência do abastecimento de água de outros municípios, o índice de esgoto tratado mais que dobrou, passando de 14% para 30%, e o índice de perdas de água caiu de 60% para 42%.

    Para os próximos cinco anos, estão previstos R$ 420 milhões de investimento, que possibilitarão a construção da Estação de Tratamento de Esgotos Tijuco Preto (ETE Tijuco Preto), que será responsável por tratar 230 litros de esgoto por segundo. Com isso o índice de esgoto tratado na cidade mais que dobra, passando dos atuais 30% para 65%. Também serão executados os subsistemas de esgotamento sanitário Jatobá e Quilombo, com a implantação de mais 40 Km de interceptores e coletores de esgoto.

    Na área de água, estão previstas a ampliação e modernização de todas as estações de captação e de tratamento de água, investimentos em novas adutoras de água tratada, assim como a construção de novos reservatórios de água. A empresa também investirá em novas redes de água e substituição das existentes deterioradas, além de outras ações para permitir a redução do índice de perdas, que tem como meta atingir 30% até 2020. Estes investimentos garantirão a regularidade do fornecimento de água, assim como permitir o desenvolvimento sustentável do município.

    Avanços no setor

    Embora a situação ainda esteja longe do ideal, o estudo do IBGE mostrou alguns avanços no setor. Em 2011, apenas 10,9% das cidades brasileiras tinham Plano Municipal de Saneamento Básico contra os 41,5% atuais. As cidades da região Sul do País foram as que mais avançaram na elaboração dos planos municipais, saindo de 13,5% em 2011 para 72,9% em 2017 – o Nordeste tem o mais baixo, com 15,7%.

    Os estados que mais se destacaram foram Santa Catarina, onde 87,1% dos municípios tem planos de saneamento básico, e Rio Grande do Sul (75,5%). As menores ocorrências foram registradas na Paraíba (13%), Pernambuco (14,1%) e Bahia (14,6%). O estudo aponta que a situação no Tocantins foi a que mais avançou, pois apenas cinco dos 139 municípios do Estado dispunham de planos em 2011 contra 62 em 2017.Saúde pública

    O Plano Nacional de Saneamento Básico estipulou o ano de 2033 como meta para que o serviço seja universalizado em todo o país. Porém, a redução de investimentos públicos na área pode estender esse prazo para além de 2050. No início do ano, a BRK Ambiental anunciou um aporte de R$ 7 bilhões para os próximos cinco anos em suas operações, que incluem mais de 180 cidades espalhadas pelo Brasil. “Em Sumaré, estamos cumprindo o que foi planejado e temos a certeza de que os frutos desse trabalho terão impacto na saúde e na educação da população”, conclui o gerente.

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