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  • Painéis de gestão são destaque no 7º ENA

    13/08/2018

    Temas como satisfação do usuário, sustentabilidade e inovação foram debatidos a partir da apresentação de experiências bem-sucedidas das concessionárias ligadas ao SINDCON

    O 7º ENA – Encontro Nacional das Águas teve uma seção especialmente dedicada à gestão dos prestadores de serviços públicos de água e esgoto no dia 8 de agosto, em São Paulo. Os painéis reuniram diversas experiências bem-sucedidas de concessionárias ligadas ao SINDCON.

    A satisfação do usuário foi tema recorrente. A holding Águas do Brasil apresentou a busca da empresa na excelência comercial com foco nas atividades comerciais e no relacionamento com os clientes, baseada na padronização de processos, redefinição de responsabilidades e estabelecimento de níveis de serviços corporativos e locais.

    A Tubarão Saneamento debruçou-se na apresentação do hotsite “Acompanhe a Evolução das Obras”, criado para a população acompanhar, em tempo real, o andamento das implementações na cidade, o posicionamento da equipe e a programação de trabalho e execução. Além do hotsite, a concessionária realiza reuniões comunitárias nas regiões, a fim de incentivar o acesso à ferramenta e conscientizar a população.

    A concessionária São Gabriel Saneamento apresentou a completa reestruturação do sistema de coleta e tratamento de água, com investimentos em equipamentos, treinamento de equipe e implantação da ideologia “faça um trabalho bem feito”, com o intuito de diminuir fraudes internas e consequentemente melhorar o relacionamento com os usuários.

    O encontro sobre eficiência operacional reuniu as empresas Enops Engenharia, Veolia e Paranaguá Saneamento para falar sobre gestão e controle de perdas nos serviços de abastecimento. A primeira apresentou projeto que visa promover a economia na distribuição de água. Por sua vez, a Veolia trouxe o “case” de sucesso da empresa Águas de Palhoça, em que implantou a operação e manutenção dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário, obtendo resultado de ganho e economia de água dos moradores da região. Para finalizar o debate, a Paranaguá Saneamento ilustrou a setorização, automação e gestão integrada ao combate de perdas.

    No painel sobre modelos tarifários, com foco em inovações para sustentabilidade, o Banco Mundial trouxe sua visão de tratar a tarifa como uma expressão de política pública para o setor de saneamento. Em seguida, o Instituto Democracia e Sustentabilidade revelou a diretriz de sua gestão, baseada no tratamento do saneamento como um serviço de natureza pública em que a tarifa é a principal fonte de investimento e envolve serviço, agência reguladora, prestador de serviço e controle social. Sob essa ótica, o prestador não é apenas um “vendedor de água”, e sim um agente que deve estimular a racionalização do uso da água entre a população. Por fim, a Agência Reguladora ARSAE-MG destacou o fator de qualidade e a estrutura tarifária no esgotamento sanitário, o incentivo à redução de perdas dos recursos hídricos e a proteção dos mananciais.

    A percepção de valor dos serviços de saneamento pelos stakeholders foi discutida principalmente sob a perspectiva da satisfação do cliente. Pelo Net Promoter Score (NPS), a Iguá Saneamento disponibiliza aos usuários uma ferramenta que mede a satisfação dele com o serviço prestado. No final, os resultados contribuem para a continuidade do bom trabalho realizado pela concessionária.

    A Aegea, por sua vez, investe em unificar e fortalecer a identidade da marca e suas concessionárias perante os stakeholders, e trabalha na construção de confiança junto à sociedade e aos colaboradores.

    Gestão de pessoas foi o assunto do quinto painel do dia. A holding Iguá Saneamento apresentou o desenvolvimento do programa de confiança como ferramenta para a gestão das pessoas da empresa, visando sempre ouvir os colaboradores (através de pesquisas internas) para descobrir como eles entendem os processos internos. A compreensão é crucial para que ambientes de inovações surjam e “planos de ação para ser melhor” sejam elaborados.

    Em seguida, o Grupo Águas do Brasil, em parceria com a Manpower Group, revelou que as pesquisas de  clima organizacional são ferramenta crucial para a eficiência da gestão, de modo que podem identificar os fatores que afetam (negativa e positivamente) a motivação das pessoas, para reter talentos, fazer melhorias, diminuir doenças psicossomáticas, investir em treinamento e construir um ambiente de credibilidade.

    A mesa sobre sustentabilidade em empresas de saneamento contou com projetos de incentivo de comunidades e de jovens sobre a importância da água. O CEBDS trouxe o viés da sustentabilidade como oportunidade de negócio, à medida que ocorre um investimento no conhecimento da eficiência hídrica para uma melhor gestão, o que proporciona menor consumo de água, baseado no Guia sobre Economia Circular de Água (os 5 Rs): Redução, Reúso, Recuperação de Recursos, Restauração e Reciclagem.

    A BRK apresentou seus programas de sustentabilidade e atuação socioambiental nas comunidades, mantidos a fim de implantar uma cultura de saneamento nas regiões em que as concessionárias da holding atuam. São levados em consideração três pilares: convivência social, consciência ambiental e inovação.

    Outro projeto notável foi apresentado pelo Grupo Águas do Brasil, o Olhar Ambiental – campeão do Prêmio Sustentabilidade na categoria Institucional, que utiliza ferramentas para sistematizar, gerenciar e promover ações de educação ambiental.

    O painel ainda contou com a apresentação da WIL Brazil, uma organização presente em mais de oito países, que desenvolve projetos para capacitar jovens perante desafios da água e lança inovações em sustentabilidade.

    Os painéis da sala Gestão dos Prestadores de Serviços Públicos de Água e Esgoto foram coordenados por Cesar Seara (Abcon) e Elisa Ribeiro (GS Inima Brasil).

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