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  • PARCERIA DA CONASA COM UNIVERSIDADE AVANÇA PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

    30/05/2014

    A parceria entre a Univali – Universidade Vale do Itajaí – e a Conasa Águas de Itapema, iniciada em fevereiro deste ano para a realização do Projeto “Diagnóstico e Monitoramento Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Perequê e da Enseada de Porto Belo”, já realizou coleta de amostras de água em 14 pontos, sendo nove ao longo da Enseada de Porto Belo, compreendendo os municípios de Itapema e Porto Belo, e cinco ao longo do Rio Perequê.

    “Monitoramos indicadores ambientais como oxigênio dissolvido, amônio e fosfato. O intuito é acompanhar como ocorre a variação da concentração destes indicadores que já se encontram em proporções naturais no ambiente, mas que podem aumentar sua concentração com a influência de esgoto doméstico”, avalia Camila Burigo, professora na Univali e coordenadora do Projeto. As amostras estão sendo analisadas nos laboratórios de Oceanografia Química e Poluição Marinha e de Microbiologia Aplicada.

    A equipe de universitários, técnicos e professores da Univali já recebeu treinamento para a realização do trabalho de campo que está monitorando a ligação de imóveis dos bairros Meia Praia e Centro à rede coletora de esgoto do município de Itapema. Com o tema “Recadastramento das ligações prediais de esgoto na rede coletora do Município de Itapema” os estudantes pretendem vistoriar cerca de mil imóveis nos próximos meses com o objetivo de alertar os moradores sobre a importância da ligação à rede coletora de esgoto e as consequências que a não ligação acarreta ao meio ambiente, poluindo praia e rios com o despejo irregular de esgoto doméstico.

    O projeto de parceria também vai avançar para a análise do lodo gerado na Estação de Tratamento de Esgoto, apontando suas características físico-químicas e microbiológicas, e a possibilidade de ser utilizado na agricultura ou como potencial energético. O reator UASB utilizado na Estação de Tratamento de Esgoto instalada no bairro em Morretes tem capacidade de receber elevadas taxas de carregamento orgânico e gera menos lodo que os processos aeróbios. “Mesmo assim, poderemos apontar possibilidades para o reaproveitamento do que sobra deste resíduo”, afirma Camila Burigo, professora na Univali e coordenadora do projeto de parceria.

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