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    06/06/2014

    Presidente do Sindcon opina sobre falta d´água

    (DCI)

    Para o presidente do Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon), Giuliano Dragone, muito além de medidas paliativas de consumo e tecnologia, a falta de água só será resolvida com mais investimentos e parcerias com a iniciativa privada. “Por mais que as condições climáticas tenham sido severas neste início de ano, é evidente que a falta d´água não é um problema pontual. O risco de voltarmos a ter um período de seca é iminente. Pior, o consumo aumenta e as precipitações pluviométricas ficam a cada ano abaixo do esperado; dessa forma, a situação tende a deixar de ser esporádica para se tornar uma realidade”, disse.

    De acordo com números da entidade, as perdas são hoje o principal problema de gestão das empresas de saneamento. Do total da água produzida no País, 40% é perdido ao longo do processo. Em São Paulo, a média de perdas já está em torno de 24,7% (neste valor estão desconsiderados os volumes disponibilizados nas áreas de ocupações irregulares e não faturados), e a Sabesp trabalha desde 2009 com a perspectiva de chegar a um índice de 18% até 2020.

    Para ele é possível dinamizar esse processo a partir de parcerias com a iniciativa privada, que pode diminuir o índice de perdas em ritmo acelerado. Em Limeira (SP), por exemplo, a concessionária de água local, gerida pela iniciativa privada, reduziu o índice de 40% para 17% em quatro anos.

    Hoje, mais de 32 bilhões de m³ de água potável ainda são perdidos em vazamentos nos sistemas mundiais, enquanto cerca de 16 bilhões de m³ são entregues a usuários sem faturamento.

    O sindicato apurou ainda que as concessionárias brasileiras de saneamento precisam investir R$ 18,5 bilhões até 2025 para que as perdas de água caiam em 50% e cheguem a um nível aceitável, comparável ao das nações mais desenvolvidas.

    “Essa redução será possível em um cenário otimista e, diante do alto volume de recursos que precisam ser injetados, a parceria com a iniciativa privada deve ser considerada como parte da solução”, finalizou Dragone.

     

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