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  • PUBLICAÇÃO ANUAL DA ABCON E SINDCON REVELA AUMENTO DO INVESTIMENTO DAS EMPRESAS PRIVADAS NO SANEAMENTO

    30/06/2015

    Com a presença do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, a ABCON (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto) e o SINDCON lançaram dia 27 de maio, em Brasília, o Panorama da Participação Privada no Saneamento Brasil 2015, segunda edição do anuário que traz um cenário atualizado da presença do segmento privado no setor de saneamento no país.

    A publicação ganha importância à medida que, de todas as áreas da infraestrutura, o saneamento é a mais deficiente em investimentos. Isso começa a se tornar flagrante com os impactos da atual crise hídrica.

    Os números do Panorama 2015 revelam duas realidades distintas: por um lado, os investimentos da iniciativa privada no saneamento ganham volume a cada ano. O investimento confirmado sob contratos para o período 2014-2018 praticamente dobrou em relação ao período 2013 a 2017, passando de R$ 6,5 bilhões para R$ 12,3 bilhões. Isso se deve ao desenvolvimento das atuais concessões, que exigem grandes aportes de recursos no início de suas operações.

    No entanto, por outro lado, o número de municípios em que a iniciativa privada atua no saneamento, direta ou indiretamente, é ainda pequeno e pouco evoluiu no ano passado, atingindo 304 cidades, apenas 7 a mais do que o registrado em 2013 (evolução de 2,35%).

    grupo

    Legendas:

    1. 1.     Paulo Roberto de Oliveira, presidente da ABCONn;
    2. 2.     Carlos Roberto Ferreira, diretor de tecnologia e qualidade do SINDCON;
    3. 3.     Paulo Roberto de Oliveira e Roberto Muniz, diretor executivo da ABCON, entregam o Panorama 2015 para Gilberto Kassab, ministro das cidades;
    4. 4.     Gilberto Kassab apoia parceria com o segmento privado durante discurso no evento
    5. 5.      6 Convidados, representantes dos diversos segmentos do saneamento nacional.

    Os municípios que possuem mais tempo de operação, como Niterói e Limeira, já atingiram a chamada universalização dos serviços (atendimento a toda a população em água potável, coleta, tratamento e afastamento de esgoto).

    “Há tempos defendemos que a parceria entre o público e o privado dentro de um ambiente de cooperação seria a melhor maneira para que o Brasil avançasse no saneamento e deixasse de ter índices preocupantes para a saúde pública e o bem-estar da população”, comenta o presidente executivo da ABCON, Roberto Muniz. “Os números do Panorama revelam que esse avanço ainda está longe do ideal”, completa.

    Para a ABCON, o agravamento da crise hídrica veio tornar mais nítida a necessidade dessa parceria, uma vez que o Brasil continua convivendo com uma baixíssima oferta de serviços no setor de saneamento, com carências não apenas no abastecimento de água potável, mas também nos serviços de coleta e tratamento de esgoto, cujo déficit contribui para que não tenhamos mananciais preservados e, dessa forma, disponíveis para o fornecimento de água. “A falta de planejamento e a gestão eficaz estão no cerne da crise, e a iniciativa privada tem muito a contribuir nessas duas áreas”, explica Roberto Muniz.

     Mais alguns números:

    Segundo os dados do Panorama 2015, a iniciativa privada no       saneamento:

    – Possui R$ 30,5 bilhões de investimentos contratados;

    – Atende direta ou indiretamente 32 milhões de brasileiros;

    – Possui 247 contratos;

    – Atende, entre seus contratos, 74% de municípios com até 50 mil             habitantes.

     

    Acesse o PANORAMA 2015 na íntegra:

    http://dev.jota3w.com.br/abcon-sindcon/wp-content/uploads/2015/05/PANORAMA_MIOLO_FINAL_smarcas.pdf

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