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  • Sob novo comando, Iguá registra lucro de R$ 30,2 milhões em 2017

    23/03/2018

    Poucos meses após mudar de mãos, a Iguá Saneamento (ex-CAB Ambiental) conseguiu reverter prejuízo de R$ 74,5 milhões e registrar lucro atribuído aos controladores de R$ 28,1 milhões em 2017. Parte significativa do bom desempenho veio da maior e mais problemática operação da companhia, na cidade de Cuiabá.

    Em 2017, a empresa deixou de ser controlada pela Galvão Participações (Galpar) e passou para o FIP Iguá, fundo comandado pela gestora de private equity IG4 Capital. O BNDESPar, braço de participações do banco de fomento, permaneceu como sócio minoritário.

    A receita da companhia subiu 18,4% no ano passado, para R$ 574,2 milhões, na comparação com o ano anterior.

    “A companhia já tinha no seu corpo de funcionários muita qualidade, buscamos capitalizar esse conhecimento para transformá-lo em desempenho”, explica Gustavo Guimarães, presidente da Iguá Saneamento.

    Até julho, a operação em Cuiabá esteve sob intervenção por conta da crise que atingiu o ex-controlador da CAB Ambiental. O negócio registrou aumento de R$ 28,8 milhões na receita, beneficiado por um aumento significativo do volume faturado.

    Guimarães explica que, apesar da controlada Águas Cuiabá ter capacidade para abastecer toda a cidade, a população ainda sofre com problemas de intermitência, devido ao alto índice de perdas.

    Para o negócio todo, o volume faturado subiu 1,8%, para 76,65 metros cúbicos.

    Na linha financeira, a companhia viu a dívida líquida encerrar o ano passado em R$ 978,9 milhões, montante 18,9% inferior ao registrado no fim de 2016.

    Além da conversão de dívidas e debêntures em ações, a Iguá também realizou alongamento dos prazos de endividamento.

    “A mudança drástica veio com a parte operacional forte e com a restruturação que teve impacto relevante no custo financeiro”, destaca Guimarães.

    Para os próximos meses, no entanto, a expectativa é de que a linha financeira volte a ser atingida, por conta da necessidade de investimento pesado. Apenas depois, a Iguá almeja colher os resultados da nova gestão.

    Fonte: Valor Econômico –  12/03/18

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