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  • Edição 04

    ANO II - DEZ/2015 A MAR/2016

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    Abertos 24 Horas

    em 07 de Dezembro de 2015

    As histórias de quem está de prontidão no Natal e Ano Novo, trabalhando para garantir os serviços de saneamento à população no período de festas.

     

    Abertos 24 Horas

    Jonatas (à esquerda) e Renato, ambos da SESAMM, em Mogi Mirim: vendo os fogos de longe, na ETE.

    Seja no Natal, no Ano Novo, durante o dia, nas madrugadas, no meio do Carnaval, ou mesmo aos sábados, domingos e em todos os feriados, pessoas que trabalham nas concessionárias privadas filiadas ao SINDCON não deixam as populações atendidas “na mão”, sequer por um segundo. Conheça histórias interessantes de quem ajuda com alegria, disposição e profissionalismo a manter as empresas do nosso segmento operando de sol a sol, durante o ano inteiro.

    Eles são encanadores, atendentes de 0800, supervisores, líderes de equipe, técnicos de laboratório, enfim, há uma série de profissionais que trabalham nos horários em que a maioria das pessoas está de folga. Gente que enfrenta “de peito aberto” o desafio de garantir o abastecimento contínuo dos serviços de água e esgoto durante 24 horas, 30 dias por mês, 365 dias por ano.

    Com as festas de final de ano batendo em nossas portas, novamente essa realidade vai ser vista em todas as cidades onde as concessionárias prestam seus serviços de saneamento. Nesses lugares, para que as pessoas possam curtir as confraternizações e os encontros com suas famílias e amigos sem problemas, muita gente estará firme e forte no trabalho.

    Então… Feliz Natal, próspero Ano Novo e um brinde a todos eles!

     

    Prioridades na virada

    Ananias e Edílson, da Ambient, em Ribeirão Preto.

    Eles já estão acostumados com os plantões no final de ano. Os auxiliares de manutenção José Renato Alves e Jonatas Ananias de Souza, da concessionária SESAMM, em Mogi Mirim (SP), já trabalharam pelo menos uma vez no Natal e outra no Ano Novo. Atentos a qualquer emergência, eles passaram essas noites na ETE, ao lado do vigia, que acaba se tornando o companheiro para as “viradas” de final de ano no batente.

    “Sempre combinamos nessas datas de trazer algo para comer e brindar, assim não passamos em branco”, comenta Renato. Para eles, a “ceia” não precisa ter decoração especial, mas é importante comemorar com harmonia e desejar um Feliz Natal ou Ano Novo para quem está ao seu lado no posto de serviço. A comemoração em família fica para depois.

    Na concessionária Ambient, em Ribeirão Preto (SP), os auxiliares de manutenção Ananias Cassiano Ferreira e Sebastião Edílson Rodrigues Oliveira também encaram o final de ano com o profissionalismo que as datas exigem. Ambos já trabalharam várias vezes no período de festas. “Normalmente sou escalado para um dos dois dias, mas não me importo, pois sei que minha função é importante para a empresa, e gosto do que faço”, completa Ananias.

    Em Mogi Mirim, Renato e Jonatas contam que a prioridade é garantir o funcionamento da ETE, o que tem ocorrido sem nenhum alarme nos últimos anos. “Dá até para ver um pouquinho dos fogos, mesmo de longe”, conta Jonatas. E também sobra um tempinho para ligar para os parentes mais próximos.

    A compreensão da família, aliás, é um apoio para que eles passem por essas datas trabalhando naquilo que fazem também nos demais dias do Ananias e… …Edílson, da Ambient, em Ribeirão Preto ano, com muito orgulho. “Sempre dou um jeito de ligar para a família nessas datas, mesmo estando de plantão. Eles são muito importantes e me apoiam o ano todo”, comenta Edílson, da Ambient.

    “Gosto muito do que faço, principalmente porque conseguimos ver o resultado de nosso esforço. Receber uma água toda contaminada e depois do processo devolver essa mesma água limpa ao rio é muito gratificante, me dá muito orgulho de fazer parte do quadro de colaboradores da empresa. E é necessário que este trabalho seja constante, inclusive no Natal e Ano Novo”, explica Renato, da SESAMM.

    O amigo Jonatas concorda com ele: “Fazemos bem ao meio ambiente e à população. Nosso serviço é essencial, e devemos estar a postos sempre que for preciso.”

     

    Atenção, emergência chamando!

    Moacir, da ENOPS: tirando de letra o plantão

    Era só o começo de uma noite de 24 de dezembro, com a lua já brilhando no céu estrelado de Salvador (BA). O Moacir Gomes Sobrinho tinha finalmente acabado de aprontar as suas malas para viajar até Paulo Afonso (BA), que fica a aproximadamente uns 500 km da capital, quando… O telefone celular começou a tocar!

    Emergência. E das grandes. “Fui avisado que uma adutora tinha acabado de ‘estourar’ e precisava de reparos urgentes”, conta ele com toda a tranquilidade do mundo, talvez porque já esteja acostumado a fazer plantões em feriados e em datas comemorativas. “Eu tirei imediatamente as minhas malas do carro e expliquei para a minha esposa que o dever estava me chamando”, se diverte o encarregado de saneamento da ENOPS Engenharia.

    Das 21 horas daquela noite de 24 de dezembro até às 8 horas da manhã do dia seguinte, Moacir fez parte da equipe que cuidou e resolveu aquele verdadeiro ‘problemão’. “Quando voltei para casa, ainda estava todo mundo dormindo”, relembra. “Depois de comemorarem o Natal até de madrugada, ninguém queria saber de acordar cedo”, explica ele, que é casado e vive com a filha, o genro e agora também com uma netinha recém-nascida.

    Há quase 25 anos no setor, Moacir diz que não se incomoda quando precisa passar datas festivas longe da família. “Os plantões fazem parte da rotina de boa parte dos trabalhadores da nossa área”, confirma. “Nossos clientes querem passar os feriados sem ter nenhum problema. Então a gente já sabe que é uma recompensa o fato de sermos fundamentais para milhões de pessoas que dependem muito do nosso esforço”, completa.

    Não bastasse isso, Moacir ainda diz que “tira de letra” o atendimento no Natal ou no Ano Novo, porque há épocas que exigem ainda mais atenção em Salvador, que tem um dos carnavais mais agitados e lotados do Brasil. “Aí eu fico de sobreaviso praticamente durante uma semana inteira, ou até mais”, conclui ele, com muito orgulho em poder ser útil à população e aos turistas que visitam a capital baiana.

     

    Sem Papai Noel

    Elmo, da Águas de Niterói: noite de trabalho

    Fim de ano é aquela correria. Nem bem dezembro bate na porta, já começa a contagem regressiva para o Natal. Não tem jeito, o universo parece andar em outro ritmo. E na tentativa de ficarmos livres, leves e soltos para aproveitar a tão esperada festa, quem não se empenha para deixar tudo pronto o quanto antes?

    Afinal, ver a família inteira reunida e comemorar com quem a gente gosta compensa qualquer esforço. Porém, o que muita gente esquece é que enquanto a maioria se diverte para valer nas noites de 24 e 31 de dezembro, pessoas continuam no batente dentro das empresas filiadas ao SINDCON. São “heróis e heroínas” cujo ponteiro do relógio não dá pausa, nem mesmo para esperar a chegada do Papai Noel.

    O controlador operacional de sistema da Águas de Niterói (RJ), Elmo Fernandes, é um deles. Ele já fez plantão diversas vezes durante os feriados e confirma que não é porque a noite é de trabalho, que precisa deixar de ser feliz. “Por exemplo, no Natal nós arrumamos a mesa de jantar com uma típica ceia oferecida pela empresa”, conta ele.

    É claro que, se aparece alguma ocorrência, a confraternização é interrompida, pois a prioridade é o trabalho. Mas no caso contado pelo Elmo, isso não foi necessário. A confraternização foi legal, feita junto com o pessoal das equipes de plantão que não estavam em atendimento externo. E deu tudo muito certo.

    Casado, Elmo também assegura que sua esposa entende perfeitamente a situação. “Com certeza, sei que ela sabe da importância da minha função, principalmente no Natal”, confirma. “Vale muito a pena, porque a gente compensa tudo no Réveillon. Além da chegada do Ano Novo, eu tenho meu aniversário para comemorar muito ao lado dela”, conclui.

     

    Queima de fogos fica para outro dia

    Filipe, Águas de Itapema: preparado para mais um Réveillon

    Imagina começar o Ano Novo tendo de enfrentar problemas com a água? Não tem como! É por essas e outras que nossas concessionárias nunca “fecham as portas”, mesmo porque se acontece algum imprevisto ou uma emergência, ninguém vai querer esperar até o dia 2 de janeiro para ter o problema resolvido.

    Na CONASA Águas de Itapema (SC), o operador de CCO (Centro de Controle Operacional) Filipe Mormano Furtado, fez plantão nos Réveillons de 2014 e de 2015. “Minha família reclamou um pouco, mas eu me senti bem porque gosto do que faço”, diz ele.

    Na cidade catarinense, o principal risco no Réveillon é a queda de energia nas elevatórias de esgoto. “Se não tiver energia, as bombas não funcionam”, explica Filipe. “Nesse caso, é preciso ter alguém atento a fim de acionar os plantonistas, e também para colocar os geradores para trabalhar, caso esses equipamentos não entrem em ação automaticamente”, explica.

    Se, no final das contas, os familiares que ficam em casa acabam entendendo e dando apoio, aos que saem para o trabalho cabe arrumar algum recurso para se sentirem sempre estimulados. “A gente pode achar um jeito de desejar um ótimo Ano Novo para quem a gente gosta sem que isso atrapalhe o rendimento no trabalho”, avalia Filipe. “Afinal, inventaram esses aplicativos para conversar de graça e trocar mensagens pelo celular para isso mesmo”, acrescenta o operador, dando boas risadas.

    Filipe diz ainda que já se acostumou com os plantões e que trabalha satisfeito, “pois a gente precisa e os clientes dependem de nós”. A Águas de Itapema, inclusive, é uma concessionária que lida com uma grande demanda de água na temporada de verão, a chamada “sazonalidade”, e precisa garantir o abastecimento para a população ao longo de todo o ano, sem distinção de temporada. Isso faz com que os colaboradores precisem estar preparados para a realidade de aumento do consumo no período de festas – e eles dão conta do recado, com muita competência.

    Para Filipe, o plantão de final de ano é como se fosse mais uma noite como tantas outras, até porque “fazer o serão” nas festas não é novidade para os que desempenham funções essenciais para os serviços de água e esgoto. “Quando sei que terei de trabalhar, procuro não criar expectativa nem para ver os fogos de artifício”, completa.

     

    “0800” Feliz Ano Novo

    Nei e Josi, da Itapoá Saneamento: aula de profissionalismo

    Tim-tim! Josiane Sara Santin Ocker, ou simplesmente Josi, como ela gosta de ser chamada, é agente de atendimento interno da Itapoá Saneamento (SC). No dia 31 de dezembro, a partir do meio-dia, ela não desgruda mais do celular, porém não é para ficar desejando “Feliz Ano Novo” para os seus amigos, amigas e familiares.

    Josi fica a postos para atender e esclarecer quaisquer dúvidas de clientes da concessionária durante o feriadão. “O trabalho triplica nessa época”, confirma a atendente, que durante o plantão fica em casa junto com o marido, “mas sem tomar nem um golinho de champanhe”, brinca.

    Segundo ela, na época do final de ano a maioria das pessoas que recorre ao ‘0800’ da concessionária geralmente faz isso para pedir informações sobre eventuais faltas de água. “Por isso eu fico com o telefone o tempo todo ao meu lado, mas a vantagem é que não preciso sair de casa para trabalhar”, comenta.

    Por outro lado, o também funcionário da Itapoá, Antonio Nei Pinto Ferreira, é um dos que fazem plantão longe da residência. Mas ele não reclama. Ao contrário, até gosta. “Sou operador de sistema de tratamento de água”, explica Nei. “Como a cidade fica muito cheia no final do ano, quando falta água há quem não se contente em usar o ‘0800’. Muita gente vai pessoalmente bater na porta da nossa empresa”, explica.

    Por isso, é preciso que haja profissionais de plantão para atender muito bem os clientes, explicando cada tipo de situação que aparece. Para Nei, assim como para outros colegas de profissão, é difícil ficar longe dos familiares durante os feriados, mas a importância de trabalhar com saneamento acaba transformando, pouco a pouco, a empresa em uma espécie de segundo lar.

    “Enquanto as pessoas estão se divertindo em casa ou nas ruas, eu vibro aqui comigo, internamente, do meu jeito”, completa. “É reconfortante saber que eu não sou o único. Procuro encarar tudo isso como uma verdadeira e grande aula de profissionalismo”, afirma Nei.

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