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  • Edição 11

    ANO IV - ABR A JUL/2018

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    Tecnologia

    Brasil em breve terá Smart Cities

    EM 27 de Abril de 2004

    Associado da ABCON já realiza testes na França e estuda trazer o conceito para o Brasil

    Engarrafamento nas grandes cidades, um dos itens a serem controlados em uma smart city

    As possibilidades oferecidas pela atual tecnologia de transmissão e compartilhamento de dados possibilitaram o surgimento das chamadas “cidades inteligentes” ou Smart Cities. A ideia é que o uso contínuo e eficaz dessa tecnologia torne os centros urbanos mais eficientes em diversos aspectos – controle de trânsito, oferta de serviços básicos e segurança, por exemplo –, propiciando mais bem-estar à população e garantindo que a sustentabilidade seja uma diretriz a ser respeitada.

    O conceito de Smart Cities vem tornando-se cada vez mais popular ao redor do mundo. Há cidades na Coréia do Sul e Dubai que já se habilitam a serem consideradas “inteligentes”, e metrópoles importantes como Vancouver (Canadá) e Copenhague (Dinamarca) estão nessa corrida.

    O Brasil também não está distante de alcançar essa inteligência tecnológica que conecta pessoas e cidades. Associada ABCON, a Suez, empresa privada do setor de saneamento básico e coleta de resíduos sólidos, é uma das pioneiras do assunto no mundo, e estuda possibilidades de implementar o conceito no país.

    O princípio tecnológico é explicado por Alessandro Hidalgo, gerente de desenvolvimento de novos negócios da Suez: “A partir de um centro de monitoramento que recebe a informação, temos condições de acompanhar a iluminação pública, os principais semáforos e cruzamentos, os ônibus. As informações sobre esses serviços são levadas à população por meio de aplicativos. Dessa forma, é possível saber onde haverá trânsito, quais serão as condições climáticas. Se houver uma tempestade, por exemplo, os moradores são avisados com até seis horas de antecedência.” Segundo Hidalgo, a tecnologia avança. Em 2018, a Suez pretende aplicar em Dijon, na França, um aplicativo que permite total relação da população com a cidade.

    Hidalgo: o conceito pode ser aplicado em regiões onde existam contratos para redução de perdas, entre outras possibilidades

    Atualmente, já é oferecido ao setor de esgotamento um serviço que pode ser considerado uma das vertentes da cidade inteligente. São os contratos de performance, que têm como objetivo encontrar soluções inteligentes no combate à perda d’água. “Digamos que a gente queira tornar o sistema de um determinado bairro mais eficiente. Em cima da troca de infraestrutura – canos, válvulas, hidrômedros –, aplicamos uma solução que seja inteligente e reconheça onde há vazamentos e perdas d’água. Com isso, podemos trabalhar com o conceito de Smart City em uma região. Mas antes, é necessário conhecê-la, saber quais as demandas, o que a cidade oferece, se terá interação e principalmente quem vai financiar este processo”, afirma Hidalgo.

    A experiência poderá ser realizada em um raio de 5 a 10km², permitindo à empresa compreender quais as necessidades da região e quais características do conceito são passíveis de serem aplicadas para solucionar  problemas.

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