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  • Edição 16

    ANO VI - JAN 2020

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    Opinião

    É preciso evoluir

    em 17 de Fevereiro de 2020

    A discussão sobre a nova lei do saneamento deixou claro para todos a triste realidade do setor

    Estivemos em Brasília representando o SINDCON em uma das audiências que discutiram o novo marco regula-tório do saneamento. E o nosso recado e contribuição ao debate foram muito claros: o setor permanece estagnado e o Brasil não está cumprindo seu compromisso com as necessidades básicas da população em atendimento de água e coleta e tratamento de esgoto.

    Uma das principais dificuldades em convencer a sociedade da importância de se investir em saneamento é demonstrar com números que o serviço é deficitário. Entendemos que os dados que pautam o saneamento podem eventualmente esconder deficiências no sistema. Nem sempre o fato de que existe uma rede dedicada à cole-ta e tratamento de esgoto significa que o serviço esteja disponível. Há muitos relatos de sistemas inoperantes e intermitência pelo país afora.

    Há, por outro lado, números que são comprovados e desmistificam argumentos utilizados para desqualificar a participação da iniciativa privada no saneamento:

    – 72% das concessões privadas estão em municípios com menos de 50 mil habitantes. Cidades menores são a maioria entre as atendidas pelos operadores privados;

    – A iniciativa privada já é responsável por 20% do total in-vestido no saneamento, apesar de possuir somente 6% do mercado;

    – As tarifas praticadas pelas concessionárias privadas são similares às cobradas pelas companhias estaduais de saneamento.

    Água na torneira e esgoto tratado não se resolvem com boas intenções ou promessas. É preciso eficiência, metas claras e definidas em contratos. É preciso regulação firme e com diretrizes consolidadas.

    Todas essas exigências fazem parte do trabalho das operadoras privadas. Elas possuem modelos de gestão que contribuem de maneira decisiva para entender o saneamento a partir de uma nova ótica, voltada para os resultados que o Brasil não conseguiu atingir em 50 anos de gestão predominantemente pública.

    O novo marco do saneamento é um avanço porque estimula essa eficiência e a competição no setor. Merece, portanto, o apoio de todos nós.

    Nossa mensagem nesse momento em que se discutem mudanças para o saneamento é que o Brasil precisa evoluir e afastar o risco de doenças que a falta de serviços básicos de água e esgoto provoca na maior parte da população.

    Nós, operadores privados, estamos prontos para dar nossa contribuição nesse novo cenário.

    Giuliano Dragone é diretor de gestão e finanças e ex-presidente do SINDCON.

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