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  • Edição 13

    ANO V - DEZ/2018 A MAR/2019

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    O que o Brasil perde sem investir em saneamento

    em 19 de Dezembro de 2018

    ABCON e SINDCON levaram até os parlamentares em Brasília alguns dos números que justificam mudanças imediatas no atual modelo do saneamento.

    Hoje, em um mercado onde a iniciativa privada está restrita a 6% dos municípios (se contabilizarmos concessões plenas e parciais de água ou esgoto), o Brasil fica longe de atingir o investimento necessário e previsto em planos oficiais do governo para atingir a universalização dos serviços: precisaríamos investir R$ 22 bilhões por ano, em valores atuais, e só conseguimos aplicar, no máximo, R$ 14 bilhões (em 2016, o investimento total do setor fixou em R$ 11,7 bilhões).

    Confira alguns dos benefícios que o Brasil pode atingir com mais investimento no setor:

    Segundo dados da CNI, a cada R$ 1 bilhão investido em saneamento, há a geração de 58 mil empregos diretos e indiretos em decorrência do desenvolvimento da indústria, comércio e serviços na localidade. Considerando investimentos de R$ 20 bilhões por ano, isso representaria a geração de 1.160.000 empregos.

    Ainda segundo estudo da CNI, a cada R$ 1,00 investido no saneamento brasileiro, haveria o retorno de R$ 2,50 ao setor produtivo. Esse retorno seria ainda superior, se considerada a economia nos dispêndios com saúde, a valorização de imóveis e o aumento na produtividade dos trabalhadores.

    Saneamento é Saúde

    As informações abaixo também foram compartilhadas entre os parlamentares durante o período que antecedeu a apreciação da MP 844 no Congresso:

    Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, morrem no Brasil 15 mil pessoas por ano em decorrência de doenças relacionadas à falta de saneamento. Em 20 anos, o atraso pode custar a vida de mais de 250 mil brasileiros.

    Para cada R$ 1 investido em saneamento, economizam-se R$ 4 em despesas de saúde, e adicionam-se R$ 2,50 ao PIB.

    De acordo com a CNI, a redução dos custos com saúde no Brasil, gerada pela universalização dos serviços de água e esgoto, chegaria a R$ 1,45 bilhão ao ano, sem considerar ganhos associados à redução da mortalidade infantil.

    Em 2013, segundo o Ministério da Saúde (DATASUS), foram notificadas mais de 340 mil internações por infecções gastrintestinais no país. O custo de uma internação por infecção gastrintestinal no Sistema Único de Saúde (SUS) foi de cerca de R$ 355,71 por paciente na média nacional (ITB, 2017).

    A saúde seria, sem dúvida, extremamente beneficiada com a aprovação da MP 844 (leia mais sobre o assunto na próxima página).

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