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  • Edição 15

    ANO VI - OUT/2019

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    Capa

    Os vencedores na categoria TÉCNICA

    em 30 de Setembro de 2019

    1º Lugar
    Sustentabilidade e Eficiência Energética na ETE-Mogi Mirim

    Empresa: SESAMM Serviços de Saneamento de Mogi Mirim
    Líder: Eliane Rodrigues de Almeida Florio
    Equipe: Carlos Roberto Ferreira, Sirlei Cristiana Brignoli, André Buratin, Leandro Lopes de Carvalho, José Renato Alves, Bruna Scarpa

    Projeto propõe a primeira estação de tratamento de esgoto do Brasil com geração de energia fotovoltaica para o consumo operacional, contando com elevada eficiência na gestão de todos os processos que envolvem o consumo energético.

    No setor de saneamento, a energia elétrica é um dos principais insumos do processo de tratamento e distribuição de água e efluentes. Por isso, está diretamente relacionada com os resultados e desempenho dos prestadores de serviço.
    Assim, a empresa priorizou a gestão de energia elétrica desde a concepção do projeto, com a seleção de equipamentos de alta eficiência, layout, e busca de autossuficiência, até as práticas cotidianas de gestão, como o acompanhamento de consumo, melhorias de processos e atualização de software e equipamentos.

    Desta forma, a ETE Mogi Mirim se tornou a primeira do Brasil com geração de energia solar fotovoltaica para consumo operacional. Apesar de necessitar de um maior investimento inicial para a compra e a instalação de painéis de captação da luz solar, os retornos econômicos da utilização dessa fonte de energia são bastante significativos: o custo do investimento inicial se pagará em poucos anos e o restante é total economia. Considerando o consumo energético do ano de 2012 em comparação ao ano de 2018, a concessionária obteve uma redução de 25% na energia elétrica consumida.

    A escolha pela energia solar também tem trazido à empresa muitos contatos e solicitações de visitas, quando há a oportunidade de divulgar o nome da SESAMM e do município de Mogi Mirim, consolidando a marca da companhia.
    Além da preferência pela energia solar, a empresa implementou diversas outras iniciativas como uma seleção de equipamentos de alto rendimento e de menor consumo energético, mudanças na iluminação do arruamento, e desidratação de lodo através de centrífuga.

    2º Lugar
    Mais água com menos energia

    Empresa: CAEPA – Companhia de Águas e Esgoto de Paraibuna
    Líder: Valdecir Antunes dos Santos
    Equipe: Edson Luis Correa de Lima, Leonardo Montenegro Dias, Paulo Sergio da Silva, Wanderson Giovanni Prado Santos

    Projeto visa a redução de captação de água, produtos químicos, mão-de-obra, entre outros itens, a partir da implementação de várias medidas, tais como: setorização do bairro, instalação de válvula reguladora de pressão e macromedidores, micromedição correta com trabalhos de caça-fraude e troca de hidrômetros, além de estudo de eficiência energética.

    No processo de abastecimento de água por meio de redes de distribuição podem ocorrer perdas de recursos hídricos em decorrência das mais variadas causas, tais como vazamentos, falhas de medição, consumos não autorizados, defeitos ou falhas de projeto, materiais inadequados da rede, entre outros. Com o intuito de reduzir estas perdas foi criado um projeto experimental no bairro de São Guido, no município de Paraibuna (SP), onde foram implementadas várias medidas: setorização do bairro, instalação de válvula reguladora de pressão e macromedidores, realização de micromedição correta com trabalhos de caça-fraude e troca de hidrômetros que estavam com medição inadequada, bem como o estudo de eficiência energética que culminou na troca da bomba de recalque.

    Os resultados obtidos foram extremamente satisfatórios. Houve uma redução de 23% com as perdas de água, que no início eram próximas de 60%.

    3º Lugar
    Tijolo Ecológico Composto por Lodo de ETA

    Empresa: Águas de Araçoiaba
    Líder: Rodrigo Assad Macool
    Equipe: Moisés da Silva

    A ideia é a produção de tijolos ecológicos a partir do uso de lodo de uma Estação de Tratamento de Água. Uma das motivações da pesquisa foi utilizar esse lodo para uma atividade que gerasse valor agregado, contribuísse para a sustentabilidade na construção civil e que fosse capaz de elaborar um produto com baixo custo para o mercado da construção.

    A iniciativa do projeto se deu por meio de uma visita dos alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). Um dos maiores desafios da concessionária seria o fechamento do ciclo sustentável do tratamento, uma vez que, devido à turbidez da água bruta, é gerada grande quantidade de lodo. A partir daí, surgiu a necessidade de se trabalhar a questão, resultando no projeto do tijolo ecológico.
    É um projeto inovador: trata-se da utilização do resíduo de um processo de desidratação do lodo, que resulta num tijolo estrutural próprio para atender às normas de resistência e compressão, com “cura” feita em água e não à queima. O resultado esperado é a adesão ao uso do tijolo pelas empresas que realizam construção de casas populares, visto que o material é altamente resistente e produzido com baixo custo.

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