ÁREA DO ASSOCIADO

  • Login
  • Edição 15

    ANO VI - OUT/2019

    /

    ABCON

    Saneamento e Poesia

    em 30 de Setembro de 2019

    O engenheiro e escritor Carlos Henrique da Cruz Lima assume a presidência da ABCON

    O momento não poderia ser mais emblemático. Meses antes da definição do novo marco regulatório para o saneamento, a presidência do Conselho Diretor da ABCON passa a ser ocupada por um dos seus mais antigos associados, o engenheiro e escritor Carlos Henrique da Cruz Lima.

    Não é a primeira vez que ele assume a principal cadeira da associação. Em 2007, ele era o presidente da entidade, desempenhando papel decisivo na aprovação da lei 11445/2007, a chamada Lei do Saneamento. Agora, tem a missão de manter acesa a luta pela abreviação da universalização, começando com a batalha para que não tenhamos mais um dos principais motivos do atraso no setor: os contratos de programas.

    “Vamos recuperar o que não conseguimos em 2007, que são as regras claras de quem é o poder concedente nas regiões metropolitanas”, explica. “Desde a década passada, 50% da população está nas mãos das regiões metropolitanas, sem que os prefeitos possam abrir licitações para uma escolha correta e justa, em vez das renovações automáticas com as companhias estaduais, que claramente não deixaram o saneamento evoluir como devia”, completa.

    Hoje, mil municípios estão localizados nessas regiões. O novo marco regulatório precisa ser um indutor de mudança nesse cenário, acredita Carlos Henrique.

    Como novo presidente da ABCON, ele quer ampliar a participação privada por meio das licitações, atrair novos associados e reunir um time de empresas competentes, que possam concorrer em condições de igualdade, a partir de contratos claros, regulados, fiscalizados, com segurança de retorno para os que investem.

    “Somos o último mercado da infraestrutura a ser desenvolvido. Há um extenso caminho de oportunidades a ser trilhado”, comenta o presidente da ABCON.

    Entre tubos e canetas

    Em 1995, Carlos Henrique deixou seu trabalho de consultoria e se juntou ao Grupo Águas do Brasil, do qual é presidente do Conselho de Administração. Engenheiro civil, formado pela UFRJ, Carlos Henrique manteve por um tempo sua sensibilidade adormecida entre os anos desgastantes de trabalho pelo saneamento, e agora a resgatou, a bom tempo, a fim de se tornar escritor de romances e contos – ao todo são 10 livros publicados.

    Carlos Henrique é também ator no grupo Teatro da Roda, no Rio de Janeiro. No momento, a trupe prepara A Megera Domada, obra de Shakespeare, que deve estrear em 2020.

    Em seu último livro, O Poeta e a Moça, em parceria com Eduardo Roma, Carlos Henrique nos inspira com vários contos, abordando em seus textos temas como o amor e o envelhecimento.

    Compartilhe:
    Translate »