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  • Edição 13

    ANO V - DEZ/2018 A MAR/2019

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    Meio Ambiente

    Tsunami de plástico

    em 18 de Dezembro de 2018

    O Rio de Janeiro se tornou a primeira capital brasileira a proibir que estabelecimentos comerciais distribuam canudos de plástico, seguindo uma tendência mundial. Leis semelhantes já foram aprovadas também em Manaus, Santos, Guarujá e Cotia, na região metropolitana de São Paulo, e há ainda dezenas de projetos sobre o assunto tramitando no legislativo.

    A preocupação global está relacionada com o atual destino do plás-tico: os oceanos. Todo o plástico que é descartado pela humanidade representa não apenas perigo à biodiversidade marinha, como também à nossa saúde. Parte do plástico pode retornar e se misturar à nossa cadeia ali-mentar. Se os hábitos não mudarem, em poucas décadas teremos mais plástico do que peixes no mar.
    Segundo dados divulgados pela ONU, oito milhões de toneladas de plástico por ano vão parar nos mares e oceanos. Antes de chegar lá, esse material obstrui os sistemas de esgotos das cidades e intensifica o risco de inundações (ou ainda pior, se transforma em viveiros de mosquitos transmissores de doenças).

    Existem diversos movimentos e organizações voltados à causa do plástico. O principal deles é o The New Plastics Economy, que incentiva a implantação de uma economia circular, na qual o plástico nunca se torna lixo ou poluição. São apontadas três ações necessárias para alcançar essa visão: eliminar todos os itens de plás-tico desnecessários, garantir que os plásticos de que precisamos sejam reutilizáveis, recicláveis ou biodegradáveis, e circular todos os itens de plástico que usamos para mantê-los na economia e fora do ambiente.

    A proibição de canudos de plástico é uma pequena ação dentro das inúmeras necessárias. No mesmo sentido estão ações como a proibição da distribuição gratuita de sacolas plás-ticas em supermercados, a utilização de garrafas plásticas biodegradáveis e a consciência ambiental generalizada. A boa notícia é que foi assinado o Compromisso Global por uma Nova Economia do Plástico, cujos signatários incluem empresas que juntas representam 20% de todas as embalagens plásticas produzidas global-mente: Danone, H&M, L’Oréal, Mars, Incorporated, Natura, PepsiCo, Coca-Cola, Unilever, P&G, Amcor, Basf e Nestlé.

    O Compromisso Global foi oficial-mente firmado em 29 de outubro, na Conferência Our Ocean, realizada em Bali, na Indonésia, e contou também com a participação de governos, ONGs, universidades e instituições financeiras.

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