A Aegea, uma das maiores Companhias de saneamento do país, foi uma das empresas reconhecidas no 8º Prêmio Casos de Sucessos em Saneamento Básico, promovido pelo Instituto Trata Brasil em parceria com o Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no dia 27 de maio.

Anualmente, o Instituto Trata Brasil realiza a cerimônia de reconhecimento “Casos de Sucesso” visando destacar iniciativas positivas em prol de aspectos como o avanço do abastecimento de água e esgotamento sanitário em âmbito nacional. Este ano, a premiação elegeu Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para receber o prêmio na categoria “Atingimento das Metas de Perdas de Água”, e Piracicaba, em São Paulo, na categoria “Melhores Evoluções no Tratamento de Esgoto”.

Capacidade de universalização

Por meio da universalização do saneamento – ou seja, levar o acesso aos serviços básicos de água potável, esgotamento sanitário – que a Aegea renova a realidade de muitas regiões. Um dos grandes exemplos deste trabalho é visto em Piracicaba, interior de São Paulo, onde os investimentos realizados pela Mirante, concessionária do grupo no município, garantiram a universalização do saneamento em apenas dois anos de concessão, em 2014. Entre 2010 e 2012, a média do índice de tratamento de esgoto era de 42%.

Enfatizando sobre os desafios para o avanço dos índices de saneamento no município, André Borges, diretor-presidente da Mirante, destacou a importância da parceria da concessionária com o poder concedente e, principalmente, com a população, em relação às intervenções urbanas causadas pelas obras de infraestrutura. “Para chegarmos aonde estamos hoje, foram necessárias muitas obras e intervenções. Na Mirante, realizamos diversas campanhas de informação para a população, destacando a necessidade das novas infraestruturas para a melhoria na cidade e qualidade do serviço”, disse.

A categoria “Melhores Evoluções no Tratamento de Esgoto” premia os municípios que simultaneamente apresentam a melhor evolução no indicador de tratamento de esgoto nos últimos 10 anos com base nos dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – 2013–2022, e que atendem às metas de coleta (90% da população) e tratamento (80% da água consumida) de esgoto em 2022. De acordo com os dados, em 2013
Piracicaba tratava 60,73% do esgoto gerado e em 2022, o indicador era de 100%, apresentando uma evolução de 39,27 pontos percentuais.

Redução de perdas de água 

O avanço do setor de saneamento também exige uma atuação com responsabilidade ambiental
para manutenção do ciclo natural do planeta. Nesse contexto, a Aegea tem um compromisso com a gestão responsável dos recursos hídricos. A redução dos índices de perdas representa a
garantia do legado de todo um ecossistema, principalmente para as gerações futuras. Para isso, a companhia possui um amplo Programa de Redução de Perdas de Água para o enfrentamento
deste desafio e otimização do manejo dos recursos hídricos, que corrobora na perenidade e sustentabilidade de suas operações.
Em 2023 a Aegea poupou 15 bilhões de litros de água via Programa de Redução de Perdas, o suficiente para abastecer 300 mil pessoas por um ano. Campo Grande é reconhecida por ter um dos menores índices de perdas. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o município perde apenas 19,80% da água potável nos sistemas de distribuição.
No início da operação na cidade, em 2010, a Águas Guariroba encontrou um indicador de 56% em perdas de água e, para mudar este cenário, foram investidas múltiplas práticas e
tecnologias. “Desde a chegada da companhia no município avançamos em todas as partes que formam o saneamento. Investimos em tecnologias para a redução de perdas, como o uso de
inteligência artificial com o software Takadu para monitoramento em tempo real, bem como o uso de satélite israelense para detecção de perdas. Cada vez mais nas grandes cidades serão
utilizadas essas tecnologias”, destacou Themis de Oliveira, diretor-presidente da Águas Guariroba.
Para Gabriel Buim, diretor-executivo da Águas Guariroba, o trabalho é contínuo e o planejamento deve ser a longo prazo. “Depois que passamos da meta, a margem fica cada vez mais apertada. Temos que investir constantemente em mais capacidade, mais técnica e mais
tecnologia”, finalizou.

Estiveram presentes representando a Aegea e suas concessionárias, Gabriel Buim, diretor-executivo da Águas Guariroba, Themis de Oliveira, diretor-presidente da Águas Guariroba, André Borges, diretor-presidente da Mirante, Andréia Ferreira, diretora de

comunicação e responsabilidade da Mirante, Flávia Miranda, Gerente de operações da Mirante, além de Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea.

Fonte: Aegea